Como funcionam os juros simples
Juros simples são aqueles cuja cobrança incide sempre sobre o capital inicial. Em outras palavras, em cada período os juros gerados são exatamente iguais aos do período anterior. Esse modelo aparece com frequência em financiamentos curtos, títulos públicos prefixados e cálculos didáticos.
Fórmula
O montante é dado por M = C · (1 + i · t), onde C é o capital inicial, i é a taxa (em decimal) por período e t é a quantidade de períodos. Os juros totais são J = M − C.
J = 1.000 · 0,02 · 6 = R$ 120, e M = R$ 1.120.Quando usar juros simples
O regime simples é indicado para prazos curtos, situações didáticas e contratos que não preveem capitalização. Em aplicações de longo prazo e em financiamentos bancários, o regime composto prevalece porque é o que reflete a reinversão periódica dos juros.
Comparação com juros compostos
A diferença fundamental é que, no regime composto, os juros de cada período incidem sobre o capital somado aos juros já acumulados. Em períodos longos, o valor futuro no regime composto cresce exponencialmente, enquanto no regime simples ele cresce linearmente. Para prazos pequenos, os dois regimes podem dar valores próximos; para prazos longos, a diferença é significativa.
Perguntas frequentes
Como interpretar uma taxa anual em meses?
Divida a taxa anual por 12 para obter a taxa equivalente em juros simples mensais. O sistema já faz essa conversão ao definir o período da taxa.
Por que juros simples não acumulam juros sobre juros?
Por definição: o regime simples mantém a base de cálculo sempre igual ao capital inicial, sem incorporar os juros dos períodos anteriores.
Em quais contratos reais os juros simples aparecem?
Multas e indenizações simples, empréstimos entre pessoas físicas, financiamentos de curto prazo e contratos que explicitamente preveem capitalização diária ou mensal simples.